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Incêndios: Assunção recusa aproveitamento político e acusa Costa de ligeireza

15/07/2017 18:42

A presidente do CDS-PP acusou hoje o primeiro-ministro e líder do PS de reagir com “grande ligeireza” por António Costa ter dito que há aproveitamento político dos incêndios de junho, em Pedrógão Grande.

“O primeiro-ministro trata de todos os assuntos com uma grande ligeireza. Gosta de pôr pontos finais nas matérias quando elas não estão em ponto de levar um ponto final. E gosta de distorcer os factos à medida que lhe é mais conveniente”, afirmou Assunção Cristas, que também é candidata à Câmara de Lisboa, numa ação de pré-campanha autárquica, em Marvila.

No caso dos incêndios, em que morreram 64 pessoas e mais de 250 ficaram feridas, Assunção Cristas insistiu na tese da ligeireza de Costa e acusou-o de ter “grande dificuldade em assumir as responsabilidades dos membros do seu Governo e dele próprio”, tanto no caso dos incêndios como no do roubo de armamento no país de Tancos, no início de julho.

Hoje, em Fafe, Braga, o secretário-geral do PS afirmou hoje que o país está melhor em termos económicos, mas há que ter a humildade de corrigir os erros cometidos, numa alusão à questão dos fogos florestais.

Para António Costa, o que é necessário é resolver os problemas e não aproveitar politicamente dos problemas.

Um dia depois da remodelação governamental, com a saída de sete secretários de Estado, Assunção Cristas insistiu na tese da ligeireza e da irresponsabilidade com o caso de Margarida Marques, que ocupava a pasta dos Assuntos Europeus.

Diz publicamente que não pediu para sair e no despacho de exoneração publicado em Diário da República diz que saiu a seu pedido, assinalou.

Assunção Cristas citou, com ironia, o termo usado por Costa em Fafe, quando disse que mesmo quando o país está melhor, há sempre imprevistos, há que ter a humildade de saber enfrentar.

A líder democrata-cristã questionou-se se também será um imprevisto o atraso na entrega dos donativos (13,3 milhões de euros) às vítimas dos incêndios de junho, no centro do país.

Vale perguntar ao primeiro-ministro se é um imprevisto ter de distribuir os 1,3 milhões de euros, questionou, anotando uma inação da parte do Estado e do Governo.

Pela segunda vez esta semana, a líder do CDS-PP e candidata à câmara desafiou o presidente do município e candidato do PS, Fernando Medina, a aceitar um debate a pensar nas autárquicas de 01 de outubro.

Assunção Cristas acusou Medina e a câmara de arranjar o que enche o olho e de ignorar problemas maiores como as cerca de 1.600 habitações sociais por distribuir.

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