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Refugiado yazidi a residir em Guimarães acusa o Estado português de guerra psicológica e faz greve de fome

29/11/2017 00:02

Um refugiado yazidi a residir em Portugal acusa o Estado português de ter começado uma guerra psicológica contra ele e começou segunda-feira uma greve de fome contra aquilo que considera ser atraso na atribuição do visto de residência permanente.

Segundo Saman Ali, iraquiano de 34 anos que veio para Portugal, mais concretamente para Guimarães, em 2016, depois de um ano na Grécia, para escapar ao terror e à perseguição religiosa preconizados pelo grupo `jihadista` Estado Islâmico (EI), as autoridades portuguesas de lhe terem fechado todas as portas e de estarem a retardar a concessão do estatuto de proteção internacional.

À Lusa, o Ministério da Administração Interna esclareceu que o processo de asilo de Saman Ali está em fase de conclusão e prestes a ser tomada a decisão final quanto à concessão do estatuto de proteção internacional, seguindo os procedimentos previstos na lei nacional de asilo e respetivos prazos.


Segundo o iraquiano, a autorização de residência provisória de que era titular caducou a 15 de novembro e, embora lhe tenha sido comunicado sexta-feira que aquela foi renovada, o homem afirmou sentir-se um criminoso e ilegal por ter estado quase duas semanas sem qualquer papel a residir em Portugal.

O iraquiano garantiu que levará a greve de fome até ao fim, até que lhe sejam concedidos o estatuto de proteção internacional e o visto de permanência.

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