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‘Human Rights Watch’ pede a Guterres investigação aos ataques químicos na Síria

19/04/2018 17:17

A organização internacional ‘Human Rights Watch` exortou hoje, em Fafe, o secretário-geral das Nações Unidas a determinar, sob sua autoridade, uma investigação à autoria dos ataques químicos na Síria.

Estamos a pedir a António Guterres um mecanismo de investigação na Síria, debaixo da sua autoridade, afirmou o responsável jurídico da organização internacional, Bruno Stagno Ugarte.

Falando numa Conversa de Café, intitulada O estado dos direitos humanos, no âmbito do Terra Justa, no dia em que a ‘Human Rights Watch` é homenageada naquele evento, o dirigente vincou que a iniciativa proposta a António Guterres seria uma forma de contornar os sucessivos vetos da Rússia no Conselho de Segurança da ONU.

Bruno Stagno Ugarte afirmou que os governos de vários países são os maiores autores de atrocidades nos direitos humanos, em vários pontos do mundo.

Os extremos [de esquerda e direita] cometem atrocidades em grande escala, declarou.

Censurou depois, em concreto, a conduta do regime sírio em matéria de direitos humanos, considerando-a reminiscente da época medieval. Criticou nomeadamente o facto de o regime de Bashar al-Assad destruir e cercar bairros e cidades onde há forças opositoras e fazer ataques com bombas sem capacidade cirúrgica que provocam muitas vítimas civis.

Apesar da importância da situação que se vive na Síria, o representante indicou que a situação mais grave em termos humanitários está a acontecer no Iémen, criticando os bombardeamentos das forças lideradas pela Arábia Saudita, perante o silêncio cúmplice das democracias ocidentais, como os Estados Unidos e a França, que fornecem as armas que alimentam aquele conflito.

Ainda sobre os Estados Unidos e a nova administração Trump, o dirigente da ‘Human Rights Watch` afirmou que aquela organização não-governamental está a acompanhar com preocupação o retrocesso que se tem verificado na política de acolhimento de refugiados naquele país.

Respondendo a uma questão colocada por uma das pessoas que assistia à Conversa de Café, condenou o discurso racista e xenófobo do presidente norte-americano e a violação dos direitos humanos que se observa na política de emigração da administração Trump.

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