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Concessão de estacionamento do Forum Braga está em estudo

15/07/2018 09:57

Alguns feirantes marcaram presença, anteontem à noite, na Assembleia Municipal de Braga, que ficou suspensa, devido ao avançar da hora, retomando-se os trabalhos na próxima sexta-feira.

Alguns feirantes da feira semanal de Braga não faltaram, anteontem à noite, à Assembleia Municipal de Braga em jeito de protesto contra as notícias avançadas pelo Município de Braga, de que a feira semanal vai ficar em permanência no sopé do Monte Picoto e da possibilidade do parque de estacionamento do Forum Braga ser concessionado a privados.

Depois do município ter avançado na quinta-feira que ia investir 400 mil euros para fixar a feira semanal no sopé do Monte Picoto, na sexta-feira o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, assumiu que o município, em parceria com a empresa municipal InvestBraga, está a estudar a possibilidade de concessionar os 620 lugares de estacionamento do Forum Braga. Na altura, Rio garantiu que, a concretizar-se a concessão, ficarão “salvaguardadas” condições para se manterem actividades no local, como é o caso da feira popular das festas de São João.

“A terem tomado esta decisão, tinham tomado há um ano. Tinham explicado que era provisório, agora já não é? Qual é o projecto? Os feirantes foram enganados. Houve pessoas a suspender lugares, porque nos disseram que íamos regressar. Era ano de eleições. Agora, já não interessa”, lamentou Carlos Alberto Valentim, um dos feirantes que falou no período de intervenção do público, referindo que a feira semanal de Braga conta com 300 feirantes, que pagam 100 euros por mês. “São mais 300 mil euros por ano, é muito dinheiro”, atirou.

E aquele feirante questionou: “agora vieram suspender as taxas a quem estava no Picoto, porquê? E os outros ficaram a pagar menos 20%, porquê? Fizeram as coisas sem planeamento”. Carlos Alberto Valentim adiantou ainda que a maioria, que ficou durante este ano, é feirante de Braga. “Houve aqui uma falta de sensibilidade por parte da câmara, porque não assumiu logo a posição, não podem jogar com a vida das pessoas”, asseverou o feirante, garantindo que não tiveram “nenhuma reunião” e, por isso, não sabem qual é o projecto.
Também Joaquim Costa, outro dos feirantes, lamentou ter sido “muito mal tratado pela câmara em todo este processo”.

O BE, nas palavras de António Lima, apresentou, entretanto, uma moção, que foi aprovada por unanimidade. “Os feirantes deviam ter sido todos auscultados e não apenas a Associação de Feirantes do distrito do Porto, Douro e Minho. O projecto apresentado na reunião devia ter sido do conhecimento de todos e os cidadãos e comerciantes não compreendem esta atitude de negligência e estão apreensivos”, começou por sublinhar aquele deputado. Por isso, o BE recomendou à câmara reconsiderar a decisão e valorizar esta actividade, dotando a feira de condições e de localização adequada.

João Granja, em representação do PSD, admitiu que era “legítimo e expectável que a a feira pudesse regressar ao antigo PEB”, justificando a decisão da autarquia com o tipo de piso do agora estacionamentro e a dinâmica criada pelo Forum Braga.