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Explosão de mina mata criança e fere outras quatro na província angolana de Malange

20/09/2018 15:57

Uma criança morreu hoje e outras quatro ficaram feridas na explosão de uma mina antipessoal no setor do Quingila, nos arredores da cidade angolana de Malange, informaram as autoridades de saúde.

Segundo o chefe do banco de cirurgia e ortopedia do Hospital Regional de Malange, Armindo Balanga, morreu uma criança de 13 anos, enquanto os feridos, com idades entre os quatro e os dez anos, são irmãos que brincavam numa mata próximo de casa.

Aquele responsável explicou que a deflagração da mina ocorreu quando uma das crianças, com uma enxada, bateu no engenho explosivo.

Citado pela agência noticiosa angolana, Angop, Armindo Balanga disse que as crianças sofreram ferimentos nos membros superiores, nos dedos dos pés e abdómen, além de lesões profundas nas costas.

Este é o segundo acidente com minas a afetar aquela localidade este ano, depois de, em julho, ter sido registada a morte de dois adolescentes.

A 12 deste mês, o Instituto Nacional de Desminagem (INAD) de Angola indicou ter desativado, de janeiro a agosto deste ano, quatro minas antipessoal na província angolana da Lunda Sul, continuando com a campanha de sensibilização neste domínio junto da população local.

De 2002 a 2016, o INAD desminou na província, uma das mais afetadas pela guerra civil angolana, uma superfície de 52,1 milhões de metros quadrados, extraindo 1.554 minas antipessoal, 123 antitanque e 1.583 engenhos explosivos não detonados.

A 06 deste mês, um relatório da International Campaign to Ban Landmines (ICBL) indicou que Angola é um dos 11 países que ainda têm mais de 100 quilómetros quadrados de áreas com minas terrestres.

Os engenhos explosivos foram colocados sobretudo durante a guerra civil de 27 anos, que acabou em 2002, e muitos continuam ativos, sendo responsáveis por milhares de mortes e ferimentos, incluindo mutilações.

Segundo dados de 2016, Angola tinha um total de 1.858 áreas livres de minas e 1.435 por limpar, contando apenas com apoio financeiro dos Estados Unidos, Japão, Suíça e União Europeia (UE).