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António Vilela: “O Cavaquinho é um instrumento muito enraizado na nossa cultura

07/10/2018 09:42

O presidente da Câmara de Vila Verde destaca a importância do cavaquinho na cultura local. Mais uma vez, a Festa das Colheitas foi palco para um Encontro de Cavaquinhos.

A música popular foi um dos maiores atractivos da Festa das Colheitas, no feriado de 5 de Outubro, movendo milhares de pessoas até ao Recinto da XXVII Feira Mostra de produtos Regionais de Vila Verde.

Coorganizado pela Fundação INATEL e pelo Município de Vila Verde, com o apoio do Grupo de Cavaquinhos de Soutelo, o III Encontro Nacional de Tocadores de Cavaquinho revelou-se um verdadeiro exemplo de partilha de emoções com a presença de mais 500 tocadores que chegaram de todo o país de cavaquinho ao peito (a que se juntaram também outros instrumentos) para animar a Festa das Colheitas de Vila Verde.


Em paralelo, a programação diária incluiu a exposição e oficinas de instrumentos de cordas e a mostra de esculturas em madeira.

O 13.º Festival Gastronómico, sempre presente e com imensa dinâmica, continuou a mostrar a excelência dos pratos regionais minhotos. A pujança da festa intensificou-se com duas iniciativas nocturnas: a tradicional desfolhada minhota e o espectáculo musical interpretado por Carlos Ribeiro e José Figueiras.


Pelo terceiro ano consecutivo, o Palco das Colheitas recebeu centenas de exímios tocadores de cavaquinho. As vibrações dos acordes do instrumento tradicional começaram logo pela manhã e prolongaram-se até ao fim do dia, sempre com imensa adesão e com muito espírito de diversão.

Dos mais pequenos aos mais adultos, passaram pela iniciativa cerca de 30 grupos culturais de diversas zonas do país, com uma forte presença do Norte e do Centro. Além do som dos cavaquinhos, a iniciativa musical apresentou diversos cantares tradicionais que levaram o público a cantar e dançar ao som da música popular.


A Festa das Colheitas reservou um lugar para expor esculturas em madeira, um trabalho criativo do artista Emanuel Curtot. Peças como a águia, o cavalo, o esquilo e o buda, entre muitas outras, despertaram a curiosidade e admiração dos espectadores.

O presidente da Câmara Municipal de Vila Verde subiu ao palco a meio da tarde do Encontro Nacional de Tocadores de Cavaquinho e frisou a importância da história e a cultura do instrumento tradicional da região.


“O cavaquinho é, como sabemos, um instrumento que está muito enraizado na nossa cultura popular, não há grupo cultural ou rancho folclore que não o tenha”.

António Vilela afirma que Vila Verde é um concelho com grandes músicos e que acredita que a geração mais nova vai assegurar o futuro do instrumento: “Vila Verde tem excelentes executantes de cavaquinho e muitos deles são jovens. Jovens que estão a aprender e que são a garantia que é uma tradição que vai continuar a existir entre nós”, sublinhou.


“Temos várias escolas a ensinar a tocar cavaquinhos. E não há dúvidas que os cavaquinhos, a música e cultura é uma âncora muito forte para promovermos o nosso território”.


No final, o presidente do Município entregou um lenço ‘Namorar Portugal’ ao presidente da Inatel, Francisco Madelino, como forma de agradecimento pela parceria no evento.