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Edil quer integração das autarquias nas Administrações Portuárias

17/11/2018 09:17

Presidente da Câmara de Viana do Castelo defende a participação das autarquias nos conselhos de administração das Administrações Portuárias, pelo facto de os portos serem territórios integrados nas áreas municipais.

“É útil e necessário, para bem do relacionamento entre as Administrações Portuárias e os Governos Municipais Locais, que haja participação das autarquias nos conselhos de administração das Administrações Portuárias, pelo facto de os portos serem territórios integrados nas áreas municipais, fazendo assim todo o sentido que os autarcas tenham uma palavra a dizer nas administrações dos mesmos”.

A afirmação é de José Maria Costa que falava, no Porto, no âmbito do Business 2Sea – Fórum do Mar’18. O presidente da Câmara de Viana do Castelo interveio no painel dedicado às Cidades Portuárias e Desenvolvimento Inteligente.

O autarca apelou ao Governo para que, no próximo quadro comunitário, no âmbito das políticas urbanas, exista a figura das Cidades Portuárias, que permita alocar verbas e projectos de intervenção territorial integrado neste tipo de cidades.

José Maria Costa considerou que esta organização, a nível de enquadramento de financiamento comunitário, permitirá mobilizar recursos financeiros para as áreas logísticas, requalificando zonas portuárias abandonadas ou degradadas para projectos de intervenção cultural ou social junto das comunidades piscatórias ou portuárias.

O edil de Viana do Castelo defendeu ainda a necessidade de se aumentar o conhecimento e aproveitar melhor as tecnologias actualmente disponíveis para monitorizar áreas portuárias nos domínios da qualidade do ar, ruído, tráfego e qualidade da água.

Dedicada ao tema ‘Desafios do Mar 2030’, a edição de 2018 do Business2Sea – Fórum do Mar foi organizada pela Fórum Oceano com a colaboração da Fundação CETMAR, Centro Tecnológico do Mar, com sede na Galiza. O evento, que ontem terminou, contou com um programa diversificado dedicado ao tratamento e debate de um conjunto de desafios de natureza tecnológica, ambiental, social e económica com que os diferentes ‘stakeholders’ da economia do Mar se vão confrontar na próxima década.