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Rádio Antena Minho apresenta "Vai Sem Medo", o regresso da Resistência


Após vinte e dois anos de intervalo, os Resistência apresentam "Horizonte", um novo álbum de canções resgatadas ao tempo e às obras de outros grupos: a importância das palavras e das guitarras no som de uma orquestra acústica de onze músicos. A edição está prevista para 24 de Novembro. O primeiro single "Vai Sem Medo", é um original de Madredeus e A Banda Cósmica, que faz parte do disco A Nova Aurora. Na versão dos Resistência, a voz é de Tim. O tema já pode ser ouvido na rádio Antena Minho.

Em Junho de 1990, Pedro Ayres Magalhães apresentara na Feira do Livro de Lisboa um recital intitulado «Resistência – As Primeiras Páginas (Canções Ilustradas)», em que a primazia era dada aos poemas, musicados, e interpretados por três cantoras. Em Outubro de 1991, Miguel Ângelo e Fernando Cunha participam num concerto atípico, e convidam Pedro Ayres e Tim para os acompanharem; sob a designação de All-Stars interpretam versões acústicas de canções das suas bandas: os Delfins, os Heróis do Mar, os Xutos e Pontapés. Ficam agradavelmente surpreendidos com o resultado, e decidem adoptar o nome que Pedro criara anteriormente. O projecto desperta igualmente o entusiasmo de António Cunha responsável pela recém-criada agência União Lisboa. No início de Novembro de 1991 já estão a gravar os primeiros temas no Êxito Estúdio, em Lisboa, acompanhados pelo núcleo do grupo Ficções, de Rui Luís Pereira: o próprio Rui («Dudas») na guitarra, Yuri Daniel no baixo e Alexandre Frazão na bateria. Yuri gravará somente dois temas, sendo depois substituído por Fernando Júdice (ex-Trovante); e a entrada do guitarrista Fredo Mergner e do cantor Olavo Bilac completam o elenco inicial do grupo, que se apresentou ao vivo pela primeira vez no Teatro São Luiz, em Lisboa, a 29 e 30 de Novembro. O álbum «Palavras ao Vento» foi publicado no início de Dezembro e tornou-se um enorme sucesso nesse Natal. Desde os primeiros meses de 1992 acumularam uma enorme agenda de concertos – e esse foi um ano de tumultuosa digressão, ao longo da qual foram testando novo repertório. Entre Agosto e Outubro de 1992 (e já com a presença do percussionista José Salgueiro) gravaram nos Estúdios Valentim de Carvalho, em Paço de Arcos, o segundo álbum, «Mano a Mano» – que a 4 de Dezembro foi apresentado ao vivo triunfalmente perante oito mil pessoas no célebre concerto efectuado num armazém do Porto de Lisboa, cujo registo sonoro constitui o terceiro e último álbum dos Resistência: «Ao Vivo no Armazém 22».

A digressão ainda se prolongou por 1993, já com a inclusão do guitarrista Mário Delgado, e teve momentos memoráveis – como a participação no Festival Portugal ao Vivo, a 26 de Junho de 1993 – e incursões internacionais. O grupo ainda participou em duas compilações publicadas nos primeiros meses de 1994, «Variações: As Canções de António» e «Filhos da Madrugada Cantam José Afonso». Mas, como era inevitável, esta improvável junção de músicos voltou a cindir-se nas suas diferentes carreiras e projectos. Durou pouco mais de dois anos a fulgurante vida do super-grupo que deu novo alento às canções do nosso folclore urbano com um espantoso trabalho instrumental e um esmero na importância atribuída à palavra, ao tom, à dicção, à prosódia.

No outono de 2012 houve um reagrupamento, e a grata surpresa de se verificar que todos continuavam a cantar e a tocar, porventura até melhor – incorporando agora também os guitarristas Mário Delgado e Pedro Jóia. O motivo imediato desses ensaios era um concerto marcado para 19 de Dezembro no Campo Pequeno, em Lisboa. Mas a esse logo se seguiu um outro, dez dias mais tarde, em Guimarães, e depois sucessivas confirmações numa breve digressão ao longo de 2013.

Durante o Inverno e a Primavera de 2014, começaram a testar e a ensaiar novo repertório no estúdio dos Xutos e Pontapés, construindo uma lista de temas bastante extensa, que posteriormente foi sendo reduzida; e durante o mês de Abril levaram a sua música a vários, tendo passado por Braga (Theatro Circo, 19). Em Junho, na companhia de António Pinheiro da Silva e Carlos Jorge Vales, iniciaram no estúdio Atlântico Blue, em Paço de Arcos, as sessões de gravação do álbum «Horizonte» – das quais, após mistura e finalização, resultaram as onze novas canções desta orquestra de onze músicos. O repertório prossegue a orientação inicial: canções da música popular portuguesa que merecem uma releitura, que merecem ser ditas e tocadas em versão acústica. Verifica-se um episódico regresso a 1987 com «Cidade Fantasma», dos Rádio Macau, mas todos os outros temas datam destes últimos vinte anos em que os Resistência estiveram longe dos palcos e dos estúdios, e provêm da obra dos Delfins, dos Rádio Macau, de Tim, dos Xutos e Pontapés e dos Madredeus e a Banda Cósmica. As tessituras das guitarras – urdidas com uma precisão de relojoeiro – fornecem uma malha melódica, harmónica e rítmica (com os imprescindíveis Alexandre Frazão e José Salgueiro), da qual se destacam alternadamente os instrumentos de cada um, com seus diversos timbres. As vozes são de Miguel Ângelo, Olavo Bilac, Fernando Cunha, Tim e Pedro Ayres Magalhães, por vezes a solo, sempre unidas nos coros. E o som, é o melhor que jamais tiveram...





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